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Agradecimentos

Os meus estudos de História da Ciência têm sido feitos, já há muitos anos, nas horas que ficam depois das horas do dia, roubando tempo ao descanso, às férias, e à família. Nada teria sido possível sem a ajuda e a generosidade constante de muitos, a quem quero deixar aqui expresso o meu imenso agradecimento.

Os principais prejudicados com esta minha "gentle obsession" têm sido a Janjão, o Zé Maria, a Teresa e o António. A eles, antes de a quaisquer outros, devo o profundo agradecimento pelo modo como me aturaram quando eu estava, e sobretudo como aceitaram que, muitas vezes, eu não estivesse. Também aos meus Pais devo um agradecimento muito especial. Eles foram o estímulo do início, e uma ajuda constante, concreta e infatigável, ao longo dos anos. Como muito do que fiz na vida, também acalento a esperança de que tudo isto sirva para lhes mostrar não ter sido completamente perdida a educação que se esforçaram por me proporcionar.

A ajuda da ArteNumérica, isto é, do José Manuel Cerqueira Esteves e do José Manuel Sebrosa, foi essencial para a construção destas páginas. As sugestões que me deram e a dedicação que puseram neste trabalho passaram muito para além do que era razoável esperar.

Algumas pessoas foram muito influentes na minha maneira de pensar, e a elas devo um agradecimento especial. Ao Domingos Lucas Dias devo a minha iniciação nos estudos clássicos, não apenas nos aspectos linguísticos, mas também nesse mundo fascinante de bom gosto, precisão de raciocínio, e profundo conhecimento da natureza humana. Quanto à minha formação científica devo, mais do que a ninguém, à Margarida Telo da Gama. E nas aulas do Nuno Ferro tive o meu primeiro contacto sério com a Filosofia, entendida de um modo vital, e com um rigor pouco comum no nosso país.

Por um conjunto de circunstâncias inesperadas, os meus estudos obrigaram-me a examinar com algum cuidado o Extremo-Oriente, e a história da presença portuguesa no Japão e na China. Se consegui evitar a completa banalidade devo-o sobretudo à erudição e à sólida amizade do João Paulo Oliveira e Costa e do Rui Magone. E também tenho que referir de modo especial o Francisco Contente Domingues, de quem recebi provas de amizade, conselhos, e críticas fundamentais.

Na execução de alguns trabalhos tive o privilégio de trabalhar de perto com José Miguel Pinto dos Santos, Luís Miguel Carolino e Luís Saraiva. De maneiras diferentes, aprendi muito com eles. A Ana Fernandes Pinto, o André Teixeira e a Teresa Marques da Silva ajudaram-me nos trabalho de Arquivo, identificando documentação importante e transcrevendo manuscritos, multiplicando assim as minhas poucas horas disponíveis. E também devo fundamentais indicações sobre os arquivos nacionais e, em geral, sobre Livro Antigo, ao Carlos Bobone, Júlio Carreira, Manuel Vieira da Cruz e Lígia Azevedo Martins.

Muitos outros, mestres, amigos, ou simples conhecidos, com quem aprendi e com quem discuti nos mais diversos pontos do mundo, foram, de modos muito diferentes, fundamentais na minha formação e auxílio precioso em muitas ocasiões. Possibilitaram-me o acesso a material (microfilmes, artigos, teses, etc.) muitas vezes inexistente em Portugal; deram-me preciosas indicações de pesquisa; criticaram-me os meus trabalhos; animaram-me nos momentos de desalento. Como é impossível descrever o que devo a cada um deles, limito-me a referi-los pelo nome: Oscar João Abdounur, José Maria André, João Araújo, Ugo Baldini, Richard Barker, Luís Filipe Barreto, Charles Julius Borges, Maria Teresa Borgato, Liam Brockey, Victor Navarro Brotóns, Charles Burnett, Luís Cabral, Carlos Ziller Camenietzki, António Costa Canas, Anna Rita Capoccia, José Antonio Cervera, José Chabás, Teresa Costa, Jean Dhombres, António Leal Duarte, Liu Dun, Sven Dupré, Peter Engelfriet, Maria Fernanda Estrada, Pierre-Antoine Favre, Mordechai Feingold, Fernando Figueiredo, Luce Giard, Fernando Bragança Gil, Bernard Goldstein, João Pereira Gomes, Enrique González, Bert Hall, Stephen Harris, Arne Hessenbruch, Catherine Jami, Stephen Johnston, Eberhard Knobloch, Tzvi Langermann, António Lopes, Isabel Malaquias, Helmut Malonek, Luís Semedo de Matos, Juan Ruiz de Medina, Magno Moraes de Mello, Pilar Pereira, Pedro Picoito, Isabel Pina, Han Qi, João Filipe Queiró, W. G. L. Randles, António Estácio dos Reis, José Francisco Rodrigues, Antonella Romano, Carlos Sá, Alison Sandman, Georg Schuppener, Marco Segala, Jaime Carvalho e Silva, Ana Isabel Simões, Edith Sylla, Luís Filipe Thomaz, Manuel Fernandes Thomaz, Geert Vanpaemel, Theo Verbeek, Alexei Volkov, Tadashi Yoshida.

Só me foi possível realizar este trabalho em História da Ciência devido ao apoio generoso de várias instituições, e de maneira muito especial a Fundação Oriente. A todas essas instituições, o meu sincero agradecimento.

Finalmente, à Janjão, dimidium animae meae, devo o agradecimento de ter sido sempre sinal e caminho para todo o sentido da vida.